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07/06/2005 00:25
Lion
...hoje magoei quem eu gosto. Aliás, magoar quem se gosta é quase trivial: hoje magoei quem eu amo. Agora estou aqui, com uma dor enorme em meu peito. Dor de quem sabe que feriu e mais: dor de saber que as palavras não voltam atrás... Conheço a sua força. Vislumbro o seu alcance.
Não posso me desculpar. Falei o que penso e sinto. Creio que, às vezes, é melhor não pensar nem sentir. Mas senti dor, falta, perda, vazio... Desassociei-me da centralidade inerente ao meu ser. Chutei o balde da racionalidade e mergulhei na pieguice da existência. Acreditei no que pode haver de mais pequenino no sentimento de alguém.
Quis aprisionar quem merece aprender a ser livre. Creio que hoje podei asas que certamente voariam mais alto... Será que esqueci do que me pus a acreditar nos últimos tempos?!
Queria a varinha de condão que transforma paraíso em ilusão. Transmutar o acaso e viver outra razão. Como é difícil procurar ser em essência quando se sabe que do outro lado há a essência de outro ser.
Buscava exercitar a relevância do meu eu. Grande coisa... Hoje, sinto-me como o bichinho que sabe que fez coisa errada, mesmo sentindo-se certo.
enviada por anacris
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